Internet das Coisas será a alavanca de Big Data/Analytics

Raphael Gomes - 07/11/2016

Cada vez mais, todo tipo de equipamento passa a ter a capacidade de gerar dados que alimentarão os ambientes computacionais com a internet das coisas.

 

Todos os artigos publicados, eventos realizados e discussões promovidas no campo da Tecnologia da Informação e de Telecom (TIC) nos últimos cinco anos não conseguiram se dissociar de quatro temas. Na opinião geral, esses tópicos vêm norteando e por algum tempo (não sei dimensionar qual a duração temporal disso) continuarão a ser os principais direcionadores da transformação digital que assistimos nesse período.

 

Estou me referindo à mobilidade, que considero o grande motor dessa transformação; de computação em nuvem, que proporciona a viabilização dessa nova realidade; da explosão de dados e do ferramental denominado Big Data/Analytics, que cada vez mais são os grandes habilitadores na conversão desses dados em informações úteis às pessoas e às corporações; e finalmente, das redes sociais (ou melhor dizendo, do social business), com sua capacidade quase imensurável de alimentar instantaneamente toda a infraestrutura de TI e Telecom com os mais diversificados tipos e modelos de dados.

 

A grande dúvida que paira sobre a mente da grande maioria dos gestores de TI é como incorporar da melhor maneira possível as benesses dessas novas vertentes tecnológicas para as próprias áreas de TI e, principalmente, no alinhamento cada vez mais necessário para atender às estratégias de negócio das organizações.

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Existe a necessidade de desenvolver aplicações móveis

 

Estabelecer políticas e procedimentos para atender às demandas cada vez mais constantes de BYOD (Bring Your Own Device), contratar equipamentos e softwares no modelo de cloud, pagando apenas pelo que se consome, e ainda buscar nos dados gerados pelas redes sociais, as informações que sejam úteis para o negócio e por aí vai…

 

Esse breve preâmbulo nos apresenta um cenário complexo e que vem pressionando constantemente os executivos de TI para apresentar inovações e propor transformações, ao mesmo tempo em que devem manter suas operações em funcionamento.

 

Essa situação agravada pela evolução constante e ininterrupta da tecnologia que ao propor novos produtos e novas soluções a todo o momento aumenta a complexidade desse cenário, gerando novas possibilidades e oportunidades.

 

Um bom exemplo é a chamada Internet das Coisas (IoT), que desde 2014 começa a ocupar espaço e ver aumentada a sua importância na agenda de gestores de TIC. A conexão entre IoT e um dos quatro pilares acima apresentados, Big Data/Analytics, é o que exploraremos a seguir.

 

O que IoT traz de diferente para o cenário que justifique essa afirmação sobre um cenário positivo para Big Data/Analytics? Se Big Data/Analytics é um conceito que não teve a expansão prevista nos últimos cinco anos, como acreditar nessa previsão?

 

A resposta a essas e outras questões de teor equivalente se apoia em um “pequeno” detalhe, que em minha opinião faz toda a diferença. Como sabemos, os dados digitais apresentam crescimento anual de 150%, ou seja, nos próximos 12 meses teremos algo ao redor de 1,5 zettabytes de novos dados sendo armazenados em nossos ambientes de TI.

 

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De acordo com as mais respeitadas consultorias dos mercados de TI e Telecom, cerca de 90% desses dados são não estruturados e isso cria uma dificuldade imensa em se transformar esses dados para o tradicional formato das atuais bases de dados relacionais utilizadas pelas empresas.

 

Por isso, temos um mercado que não atinge as expectativas de crescimento de receitas, praticamente não temos casos expressivos de sucesso de aplicação de Big Data/Analytics e assistimos a uma dissonância entre os discursos do benefício das ofertas e os resultados práticos da utilização dessas ferramentas.

 

Quando falamos de dados gerados através de “Coisas”, devemos incluí-los nos 10% restantes desses 1,5 zettabytes que são estruturados; afinal de contas toda mensagem enviada por cada um dos sensores desses objetos possui um layout definido e, portanto, não há a necessidade de se desenvolver softwares ou aplicações específicas para a transformação dos dados coletados como ocorre com o tratamento a dados não estruturados.

 

Dessa forma, os dados podem ser incorporados mais rapidamente às bases de dados atuais, o desenvolvimento de algoritmos que transformem esses dados em informações úteis e relacionadas à inteligência de negócios fica mais eficaz e aí sim podemos utilizar os dados em sua plenitude e num tempo alinhado à velocidade que o mercado exige.

 

Como afirmei no início do parágrafo anterior, os 10% correspondentes aos dados estruturados (ou algo próximo de 150 exabytes) tem tudo para representar um alto valor para as empresas quando tratados por algoritmos bem elaborados e se avaliarmos as expectativas de crescimento exponencial para Internet das Coisas com a consequente geração de dados estruturados oriundos dos bilhões de sensores espalhados pelo mundo, podemos sim chegar à conclusão que o título do artigo está muito mais próximo da realidade que podíamos prever.

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Esse contexto se tornará realidade uma vez que o advento da Internet das Coisas e seus dados estruturados irá representar o grande provocador da expansão e adoção definitiva de produtos e soluções de Big Data/Analytics por parte dos gestores de TI, em uma parceria tecnológica de sucesso garantido.

 

Isso porque, dados só são importantes quando podem ser transformados em informações úteis. Melhor então se pudermos trabalhar com uma imensidão de dados de formato conhecido (Internet das coisas e Big Data) que venham a nos proporcionar informações qualificadas (Analytics) e no tempo adequado às necessidades dos nossos negócios.

 

(Fonte: Anderson Baldin Figueiredo – palestrante e consultor de TI.)

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