Tudo sobre gerenciamento de redes

Raphael Gomes - 14/10/2016

Tudo sobre gerenciamento de redes

 

 

 

O Gerenciamento de Redes está associado ao controle das atividades e ao monitoramento do uso dos recursos no ambiente da rede. As tarefas básicas desta gerência, resumidamente, são: obter as informações da rede, tratá-las para diagnosticar possíveis problemas e encaminhar as soluções destes problemas.

 

Para cumprir estes objetivos, funções de gerência devem ser embutidas nos diversos componentes da rede, possibilitando detectar, prever e reagir aos problemas que por ventura possam ocorrer.

 

As principais metas do gerenciamento de redes são:

 

 

  • Redução dos custos operacionais da rede
  • Redução do congestionamento da rede
  • Aumento da flexibilidade de operação e integração
  • Maior eficiência
  • Facilidade de uso
  • etc

 

 

Um sistema de gerenciamento de rede é composto de uma coleção de ferramentas para monitorar e controlar a rede, integradas da seguinte forma:

 

 

  • Uma única interface de operador, com um poderoso e amigável conjunto de comandos, para executar as tarefas de gerenciamento da rede;
  • Uma quantidade mínima de equipamentos separados, isto é, que a maioria do hardware e software necessário para o gerenciamento da rede seja incorporado nos equipamentos de usuários existentes.

 

 

O gerenciamento de redes, como já citado na sua definição, não pode ser vista como uma atividade única, ou seja, deve ser observada como uma atividade que pode, além da operação da rede, envolver inúmeras tarefas, como por exemplo:

 

 

  • Controle de acesso à rede
  • Disponibilidade e desempenho
  • Documentação de configuração
  • Gerência de mudanças
  • Planejamento de capacidades
  • Auxílio ao usuário
  • Gerência de problemas
  • Controle de inventário
  • Etc.
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É importante frisar, aqui, que a maior ou menor importância de algumas dessas tarefas estará associada ao tamanho e à complexidade da rede.

 

Modelos de Gerenciamento de Rede

 

 

Os modelos de gerenciamento de rede diferenciam-se nos aspectos organizacionais no que se refere à disposição dos gerentes na rede, bem como no grau da distribuição das funções de gerência. Existem dois modelos adotados para gerência de redes: o Modelo Internet e o Modelo OSI.

 

Modelo Internet

 

O modelo de gerenciamento de rede Internet adota uma abordagem gerente/agente onde os agentes mantêm informações sobre recursos e os gerentes requisitam essas informações aos agentes.

 

 

O padrão Internet SMI (Structure of Management Information) especifica uma metodologia para definição da informação de gerenciamento contida na MIB. O SMI usa um subconjunto de tipos de dados ASN.1. A MIB define os elementos de gerenciamento de informação como variáveis e tabelas de variáveis.

 

Modelo OSI

 

 

O gerenciamento de rede no modelo OSI da ISO baseia-se na teoria da orientação a objetos. Com isso, o sistema representa os recursos gerenciados através de entidades lógicas, as quais recebem a denominação de objetos gerenciados.

 

 

O modelo OSI permite a delegação das funções de monitoração aos agentes. Contudo, as funções de controle ainda ficam relegadas ao gerente, pois o conhecimento relativo à tomada de decisões gerenciais não se adapta para ser codificado em classes de objeto, ao contrário do conhecimento referente à monitoração, que é mais simples, geralmente estático e periódico.

 

 

Existem cinco área funcionais no gerenciamento num ambiente OSI:

 

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  • Gerência de configuração (estado da rede)
  • Gerência de desempenho (vazão e taxa de erros)
  • Gerência de falhas (comportamento anormal)
  • Gerência de contabilidade (consumo de recursos)
  • Gerência de segurança (acesso)

 

 

Um dos aspectos a serem considerados no gerenciamento OSI é o fato de que tal modelo gera agentes mais complexos de serem desenvolvidos, consumindo mais recursos dos elementos de rede, enquanto economiza o uso da rede, devido a minimização dos pedidos de informações (pollings) necessários para obter dados sobre objetos gerenciados, livrando o gerente para tarefas mais "inteligentes".

 

 

Gerência de Falhas

 

Falhas não são o mesmo que erros.

 

Uma falha é uma condição anormal cuja recuperação exige ação de gerenciamento e normalmente é causada por operações incorretas ou um número excessivo de erros.

 

Por exemplo, se uma linha de comunicação é cortada fisicamente, nenhum sinal pode passar através dela. Um grampeamento no cabo pode causar distorções que induzem a uma alta taxa de erros. Certos erros como, por exemplo, um bit errado em uma linha de comunicação, podem ocorrer ocasionalmente e normalmente não são considerados falhas.

 

Para controlar o sistema como um todo, cada componente essencial deve ser monitorado individualmente para garantir o seu perfeito funcionamento. Quando ocorre uma falha, é importante que seja possível, rapidamente:

 

 

  • Determinar o componente exato onde a falha ocorreu;
  • Isolar a falha do resto da rede, para que ela continue a funcionar sem interferências;
  • Reconfigurar ou modificar a rede para minimizar o impacto da operação sem o componente que falhou;
  • Reparar ou trocar o componente com problemas para restaurar a rede ao seu estado anterior.

 

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A gerência de falhas tem, portanto, três grandes responsabilidades: o monitoramento dos estados dos recursos da rede, a manutenção de cada um dos objetos gerenciados e as decisões que devem ser tomadas para restabelecer as unidades do sistema que possam apresentar problemas. O ideal é que, as falhas que possam ocorrer, sejam detectadas antes que os seus efeitos sejam percebidos.

 

O impacto e a duração do estado de falha podem ser minimizados pelo uso de componentes redundantes e rotas de comunicação alternativas, para dar à rede um maior grau de tolerância às falhas.

 

 

Considerações Finais

 

 

Apesar de todos os esforços realizados, até o momento ainda não se conseguiu dentro dos meios industriais e acadêmicos chegar ao sonhado modelo único/integrado que pudesse atender às expectativas dos gerentes de redes.

 

 

Talvez a utilização do Java permita chegar à solução "ideal", porém, ainda não é possível afirmar que tal fato seja verdade, pois o uso da linguagem para esse tipo de aplicação ainda é relativamente recente.

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